O segundo episódio do quadro “Tradições do Cumbe”, do site euclidesdacunha.com, trouxe uma entrevista especial com Sarah Carvalho, empreendedora e responsável pelo licor “Fruto do Sertão”, uma marca que nasceu no Cumbe e hoje ultrapassa fronteiras, conquistando apreciadores em diversas regiões do Brasil e até no exterior.

A história do licor começou em um momento de reinvenção. A ideia surgiu no período da pandemia, quando Sarah decidiu transformar tradição, criatividade e os sabores típicos do Nordeste em uma oportunidade de negócio. O que começou como um projeto familiar rapidamente ganhou espaço no mercado local e apreciadores, tornando-se uma referência quando o assunto é licor artesanal.
O licor “Fruto do Sertão” se destaca pela identidade regional presente em cada garrafa. Os sabores carregam a essência da cultura nordestina e despertam a curiosidade de quem busca experiências autênticas. Entre os produzidos estão os licores de umbu, amarula, maracujá, paçoca, café, milho verde e o Pata da Onça: inspirado no sabor marcante do doce de leite.

O umbu, uma das frutas símbolo da Caatinga e conhecido como a “árvore sagrada do sertão”, é um dos ingredientes que reforçam a conexão da marca com as raízes sertanejas. O crescimento da marca surpreende. Além de ser um sucesso de vendas durante os festejos juninos, período em que o consumo de licor tradicionalmente aumenta, o produto mantém uma procura constante ao longo de todo o ano. O reconhecimento ultrapassou as fronteiras brasileiras, levando o sabor do sertão para outros países, incluindo os Estados Unidos, demonstrando a força da cultura nordestina e do empreendedorismo local.

Durante a entrevista ao quadro “Tradições do Cumbe”, Sarah destacou a importância de valorizar os ingredientes regionais e preservar tradições que fazem parte da identidade do povo sertanejo. A proposta do “Fruto do Sertão” vai além da comercialização de bebidas: cada sabor conta uma história, resgata memórias afetivas e promove a riqueza gastronômica do Nordeste.




